A vida na música

“Você é músico, ok… mas trabalha com o que?”

A frase é meme de internet e piadinha sem graça pra quem vive da música. Músicos, Musicistas, Professores, Luthiers e Empreendedores no mercado da música, todos vivem de paixão. Você que curte uma sexta-feira mais que tudo, saiba que a segunda-feira deles é tão incrível quanto. Mas o fato de você não gostar do seu emprego não significa que quem faz o que ama precisa trabalhar de graça!

Temos algumas verdades inconvenientes. Todas bem reais e algumas mais xaropes.

Talvez a principal: bons Músicos se auto-desvalorizando e tocando por trocados.

Agora uma verdade complicada: Músicos medianos, que sequer conseguiriam cobrar um bom valor, aceitando qualquer cachê e criando uma referência enganosa para os contratantes. E quem poderia os impedir de trabalhar?

As duas primeiras verdades geram esta: ótimos Músicos tendo de negar cachês absurdamente baixos e ficando quase sem trabalho.

E é claro que têm aqueles que se superestimam, saindo na tangente “eu sei o valor do meu trabalho” para cobrar acima da realidade e despertar a ira do “outro lado”.

É nesse “outro lado” que a vida na música fica ainda mais complexa. O cliente da música custa a entender que tapinhas nas costas não pagam contas e ignora o óbvio: que fazer música não é apenas um dom, mas que exige estudo, trabalho e dedicação, possivelmente maiores do num emprego fixo de 44 horas semanais.

Ora, mas se é por amor, não deveria ser grátis? Pfff…

O valor da música

Uma proposta inteligentíssima que certa vez recebi de uma banda para um show com workshop foi: “nos sentiremos bem remunerados recebendo o valor de R$___”. Perfeito! O julgamento de preço e valor já não cabe mais à mim. Apenas tenho o direito de definir se tenho ou não condições para contratá-los.

Quem quiser defender uma precificação padrão ou tabela, Ordem dos Músicos (pfff de novo), vá firme, mas não conte comigo. Valor é uma coisa, preço é outra!

Nada poderia ser tão imensurável neste mundo quanto a música. Embora o mercado tenha que definir quanto cobrar por um cd ou dvd, que são objetos físicos, a qualidade do conteúdo não será a mesma pra mim e pra você, e o mesmo se aplica a um show. O bom senso certamente pregará muitas peças, porque afinal, bom senso também é super relativo.

Música

A sua garantia é você mesmo!

Foram-se os tempos de esperar que alguém veja futuro em você. Possivelmente isso aconteceu anos antes de você nascer. Com sorte você encontrará amigos ou familiares atenciosos e dispostos a te ajudar a divulgar o seu trabalho, mas trabalhar de verdade é contigo! Se comunicar decentemente com os fãs na sua fanpage. Caprichar no seu visual e se promover como o Músico que você é.

“Eu não tenho carteira de trabalho! Sempre trabalhei com a música e para ser um Músico.” (Rafael Sehn, Músico e Professor)

Trabalho e emprego têm diferenças. Sem citar significados de dicionário, vamos dizer que emprego é uma ocupação temporária e que trabalho é mais amplo, ao ponto de definir quem você será como pessoa. O trabalho de quem tem uma vida na música costuma ser a marca que essa pessoa deixará no mundo. Envolve uma ideologia que não se constrói com uma jornada diária definida. Certamente você não trabalhará 24 horas por dia, mas estará mentalmente disponível a qualquer hora.

E sobre “definir quem você será como pessoa”, quem garantiria isso, senão você?

Movido pela paixão…

A paixão é perigosa… e salvadora. Ela te tira da razão, mas te mantém no propósito (a razão do seu trabalho existir). Você tem uma grana para investir e poderia muito bem abrir uma fábrica de parafusos – é um exemplo que uso frequentemente, sei lá por que – , mas prefere investir na paixão de viver da música. Gravar um disco e sair em turnê, montar sua escola ou oficina de luthieria, abrir uma loja de música. Por que optar pelo incerto e duvidoso? Por que não procurar um emprego normal como a maioria das pessoas?

“Você quer sair… procurar um emprego… mas a música é o que tá o verdadeiro prazer de trabalhar criando coisas diferentes e inovadoras” (Fábio Montone, Designer na Pauleira)

Os resultados não aparecem, mas você está ali, espremendo a paixão para extrair algumas gotas de esperança. Em algum momento ela falha e você passa a ficar…

… garantido pela coragem

A paixão nada seria sem a coragem, que existe como uma espécie de agente especial em dois momentos cruciais da vida na música: a sua entrada e a sua permanência.

Se você não tem grana, é fácil falar “se eu tivesse $, investiria!”. Na boa, quem tem dinheiro costuma ter ainda mais medo, pois tem algo a perder. Exceto se você ganhar na loteria ou receber alguma herança, você trabalhará muito para economizar uma boa grana e, sabendo disso, você arriscará perdê-la?

Para começar e se manter trabalhando com música, busque a sua melhor coragem, pois você vai precisar dela.

Dinheiro é consequência

“As pessoas perguntam se a música dá dinheiro. É claro que não! Quem dá, ou dava, era os nossos Pais… quando éramos crianças. Na música, assim como em qualquer outra profissão, o dinheiro só vem com muito trabalho” (Rafael Sehn, Músico e Professor)

Falar é fácil. E todos falam: se você fizer o que ama, cedo ou tarde, será recompensado! Eu digo mais: ninguém vai te garantir um prazo de retorno do seu investimento (tempo e dinheiro) no seu trabalho e, se você tentar forçar, estipulando um prazo, acabará com a beleza de acreditar nos seus sonhos. Esqueça! Não vai rolar no tempo que você quer. Surpreenda-se caso aconteça depressa ou supere o tempo de espera. E não se esqueça: “fazer o que ama” é diferente de “amar o que faz”.

“É possível ter uma vida sustentável como Músico. Investindo e potencializando o seu trabalho, respeitando outros Músicos, agindo de boa fé e positivamente”. (Rafael Sehn, Músico e Professor)

Música

Tocar na rua é muito digno. Levar a música para o dia-a-dia das pessoas… o que poderia ser mais nobre? Em algumas cidades, como Londres, é necessário ter licença para tocar na rua, o que certamente deve valer a pena, já que a música vive diariamente em diversos lugares da cidade

Quando rola apoio

Opa! Daí é legal né! Mas responda esta pergunta: se você mesmo não se propôs a investir algum dinheiro acreditando no seu sucesso, por que alguém investiria em você?

“A disposição de empreender na música também está no ato de encorajar as pessoas a praticar e manter sua música viva” (Paula Bifulco, Luthier na Pauleira)

Apoio e patrocínios são consequências de um bom trabalho, assim como o dinheiro. Entenda: o apoio apenas virá depois que você mostrar que merece. Se precisar, volte para o parágrafo “A sua garantia é você mesmo!”

Certa vez um guri fez contato com O Guitarreiro pedindo patrocínio por ganhar um concurso por aí. Não tinha fanpage, não tinha fotos, não tinha vídeos. Tempos depois descobrimos um cara incrível iniciando o seu próprio canal, com um trabalho sólido, estilo único e que se comunicava muito bem com os seus fãs. Patrocinamos e apoiamos ele para novas parcerias que agreguem ao seu trabalho.

Ah, e o primeiro guri… pfff.

Música e o Empreendedorismo

“… brigar todo dia por um espaço que, na vida de muita gente, está em segundo ou terceiro plano, enfrentar o tsunami chinês que invade a nossa produção e economia… um desafio que envolve disciplina, administração, coragem, auto-conhecimento e equilíbrio” (Paula Bifulco, da Pauleira)

Se a pergunta no primeiro parágrafo de “Quanto rola apoio” fizer você se ligar que a maior aposta vem de você mesmo, então você poderá escrever algo sobre música e empreendedorismo. Depois é só convencer seus amigos e familiares de que investir na sua paixão é melhor do que colocar dinheiro na bolsa de valores, abrir uma fábrica de parafusos ou um restaurante com o chavão “é que todos precisam comer né”.

Música

E desistir não é opção!

“O sentimento de sair do jogo surge sempre na sua frente… o que te mantém é a certeza de entender suas habilidades e funções nesse mundo, criando possibilidades para o que é importante pra você mesmo” (Paula Bifulco, da Pauleira)

Vamos trabalhar!

Música não é aquele produto onde você, Músico, recebe a grana e o entrega imediatamente depois. Você vai precisar entregar primeiro e se preparar para as avaliações. Alguns não vão curtir e sinceramente dirão isso. O mais provável é que não digam. Alguns ainda irão mentir. Outros, e tomara que sempre seja a maioria, curtirão de verdade e dirão, te incentivando a continuar. Infelizmente a maioria desses pensarão que te incentivar é suficiente.

Ninguém disse que seria fácil. Vai lá! Se você já sente a paixão pela música, procure apenas a sua coragem e invista!

Há vida na música.


Oficina dO Guitarreiro

Oficina dO Guitarreiro

Setembro é um mês simbólico para O Guitarreiro.

A nossa marca nasceu num setembro, de 2014, no dia 24, como um canal de conteúdo. Em setembro de 2015 já existia a Loja dO Guitarreiro e, em comemoração ao primeiro ano da marca, lançamos o nosso pedal de distorção Break The Wall.

Em 2016, o mês de setembro marca o lançamento da Oficina dO Guitarreiro!

Os nossos Serviços de GuitarTech qualificam ainda mais a regulagem das guitarras da nossa Loja e agora passamos a atender também as demandas dos nossos clientes e amigos que querem dar um trato na sua guita, com serviços de regulagem, nivelamento e troca de trastes, blindagem, manutenção elétrica e outros.

Por que “GuitarTech” e não “Luthieria”?

Luthiers são reconhecidos por construir e reformar instrumentos musicais. Embora eles também prestem serviços de regulagem e manutenção, preferimos utilizar o termo GuitarTech por focarmos nos serviços mais técnicos e, digamos, sem manufaturas na madeira.

Oficina dO Guitarreiro

Foto: Eduardo W. Costa

Quem é o GuitarTech dO Guitarreiro?

Gian Bazzo, Guitarreiro-Chefe dO Guitarreiro e tocador de guitarra desde 1999. Aprendeu macetes com a experiência de fuçar em suas próprias guitarras por muitos anos, aprimorou seus conceitos com bons materiais na internet e os aplicou nas regulagens de guitarras (novas) oferecidas pela Loja O Guitarreiro para, enfim, certificar-se e evoluir seus conhecimentos numa imersão para GuitarTech.

Qual o seu certificado de GuitarTech?

Existem institutos e escolas no Brasil que formam Luthiers (e a UFPR – Universidade Federal do Paraná oferece até um Curso Superior de Luthieria). O nosso GuitarTech Gian aprendeu vivendo a rotina de uma verdadeira Oficina de Luthieria, executando serviços com os ensinamentos e a supervisão da Luthier Paula Bifulco. Diferente de um treinamento ou curso, foi uma imersão no mundo da Luthieria com foco nos serviços que planejávamos oferecer na Oficina dO Guitarreiro.

E quais os valores dos serviços?

Fale com a gente inbox, por WhatsApp (51 8124-8562) ou e-mail (contato@oguitarreiro.com) que a gente te envia um orçamento para dar um trato na sua guita!


Cadê a paixão pela guitarra?

  • “Cliente”: Onde é fabricada a Fender Standard anunciada no site de vcs?
  • O Guitarreiro: No México
  • C: Ah tá! Obrigado! Eu só procuro Americanas
  • G: Você conhece as diferenças entre Mexicanas e Americanas?
  • C: Alguma coisa. Tenho uma Americana e se eu precisar me desfazer, ela é bem mais aceita na venda
  • G: De fato as Americanas são mais aceitas no mercado, por uma série de preconceitos e desconhecimento sobre a qualidade das Mexicanas… infelizmente
  • C: Sou maluco por guitarras… tenho uma Fender e uma Gibson, ambas Americanas
  • G: Se você é maluco por guitarras, tente pensar na melhor guitarra pra você e não naquela que tem melhor aceitação na revenda. Só uma dica!

Este é um daqueles papos que deixa a inquietante pergunta: a guitarra estaria se tornando mero artigo de brique¹? Escolher uma guitarra só pela aceitação de mercado é um pouco triste para quem tem paixão pela guitarra.

¹Brique é um termo muito popular aqui no sul. Palavra que a gente não curte muito (e vai ficar mais claro durante a matéria).

A frase “esta guitarra era do meu pai” já se tornou lenda urbana. Quem seria capaz de dizer “esta guitarra será do meu filho”?

  • Olá Sr. Briqueador! A guitarra é único dono?
  • Bom, ela teve muitos donos, mas ninguém tocou com ela… só usaram pra brique… então ela tá inteirasssssa!”

E a paixão pela guitarra?

Somos uma loja de guitarras e você pode achar mimimi de comerciante. Sim, os briques atrapalham um pouco os nossos negócios e, de qualquer forma, sabemos que briqueadores não terão interesse em comprar guitarras novas na nossa loja. Isso explica as aspas em “cliente” no início deste texto.

O Guitarreiro pode ser interessante para os que percebem ou precisam do valor que oferecemos (atendimento excelente e pessoal antes, durante e depois da compra, tirando dúvidas e detalhando ao máximo as características das guitarras, que são entregues reguladas, com cordas novas, por transporte rápido e seguro. Leia mais).

A paixão pela guitarra é a nossa razão de existir. É óbvio que não vivemos sem fazer negócios, pois não se pagam contas sem dinheiro, então transformamos a paixão em sonho, tanto para os nossos clientes quanto para nós, que sonhamos em seguir vivendo da paixão pela guitarra.

É uma guitarra ou um carro?

A guitarra já foi o bem mais precioso dos Guitarreiros que a tocam. Hoje é um bem de alto valor para negócios. Não perde valor. Ao contrário: quanto mais velha, melhor (muitos dizem, mesmo sem entender o porquê). Com exceções, como:

“Adorei aquela guitarra azul metálico! E aquela verde ali… Sensacional! Mas se compro elas, pra quem eu vou vender depois?”

Lembra a compra de um carro: “Compre um prata ou branco, pois desvaloriza menos na troca”. E embora ela valorize com o passar dos (muitos) anos, atenção para o caso inverso, seguindo a comparação com carros. Vejam este outro papo (e percebam nossa franqueza e informalidade costumeiras):

  • C: Vocês tem interesse na minha Gibson LPJ usada?
  • G: Vamos ver. Qual o valor que você gostaria de receber por ela?
  • C: R$ 4.500
  • G: Certo. Mas amigo, vendemos uma LPJ há uma semana aqui na loja, nova, por R$ 4.200
  • C: Mas a minha tá zerada cara!
  • G: Não mais zerada que a da nossa loja né… hehehe
  • C: Não tem nenhum risco… tá inteirinha
  • G: Sim amigo, mas um carro zero km, ao sair da concessionária, já perde um bom percentual do seu valor
  • C: Ok então…

Este cara certamente fez um brique mal pensado e está correndo atrás do prejuízo.

Paixão pela guitarra

Já que estamos comparando a guitarra com carros, fica a dica de uma matéria bem interessante do Blog “Louco por Guitarra” que fala sobre a inspiração da Fender nas cores dos Cadillacs

2015, um ano pra Guitarreiros esquecerem

O ano de 2015 foi terrível para o mercado de instrumentos musicais. O dólar explodiu e foi o ingrediente pra gerar muita treta. Lojas com estoque antigo e preço bem abaixo de lojas com estoque novo, que compraram após a subida do dólar. Consumidores confusos pensando que lojas mais caras estavam os assaltando. Queixas. Muitas queixas!

“Esse Brasil é um absurdo”; “Nos EUA ela custa 200 dólares”; e a clássica “Essa guitarra não vale tudo isso!”, que respondemos categoricamente com “Ah, então quem define o que vale uma guitarra é você, ó mestre supremo?”

E se você estivesse vendendo a sua guitarra usada, qual valor você usaria como referência? A loja com o maior preço, é claro. Você tira uns 30% e ok… “tenho um preço de venda da minha guitarra usada”… o fato do preço ser o mesmo do que as guitarras novas de alguma loja nem interessa né (ironia: mode on).

O amigo da Gibson LPJ deve ter comprado assim, achando que venderia assado… E talvez venda, para alguém desinformado que se arrependerá ao descobrir que poderia ter comprado ela nova numa loja pelo mesmo preço.

O “não” é só pra palavra “brique”… mas fazer negócios é legal!

Ok, até nos rendemos um pouco ao “jeito que o mercado gosta”. Com a sessão Classificados dO Guitarreiro passamos a intermediar negociações de guitarras usadas e isso nos fez receber propostas (indecentes), como: “Anuncia a minha guitarra com upgrade de captação pelo preço de uma nova com o preço dos captadores novos também?”. Guitarras usadas com preços acima das nossas, novas, de loja. Daí fica chato né gente!

Mas o melhor são os caras que dizem “Ah, você cobram comissão?! Daí não!”. Ora! O Classificados é um espaço para anúncio e intermediação na negociação de guitarras, num ambiente altamente propício e seguro para negócios. Temos 20 mil fãs que curtem guitarra, somos uma empresa bem avaliada e com ótima reputação. Trabalhar de graça não vai rolar!

Tendo um mínimo de bom senso e noção de preços, fica legal trabalhar com guitarras usadas, e assim a palavra “brique” vira “negócio”. Legal né! CNPJ de empresa, site bem construído e o nosso profissionalismo são diferenciais irrelevantes para quem nos envia mensagens tipo “vi que agora vocês estão fazendo briques de guitarras”.

Somos sérios. “Brique não! Fazemos negócios, caramba!”

E esses preços absurdos?

É a realidade. Triste, sim. Você, que acompanha um pouco de economia, entenderá. Nós, lojistas, adoraríamos praticar preços mais interessantes, principalmente se o governo perceber o quão ruim é carregar de impostos um produto altamente cultural.

As margens de lucro em instrumentos musicais são baixas. O giro é baixo. Para uma empresa ser financeiramente saudável, praticar preços justos é fundamental, mesmo que o justo possa parecer cruel, principalmente em tempos de crise.

Os preços vão baixar?

Exceto commodities (arroz, feijão, milho, petróleo, etc.) e produtos obsoletos (tecnologia ultrapassada, modelos fora de linha), você já viu algum produto diminuir de preço? Repetimos: giro baixo. Imagine que a partir de hoje a Gibson resolva vender pela metade do preço, o que as lojas farão com o seu estoque? Vender com prejuízo não é opção.

Num post da Fender Brasil sobre impostos abusivos, todos se queixaram das margens de lucro abusivas de lojistas e importador. No preço de uma guitarra, 40% são impostos. Nos outros 60% têm os custos (fabricação, fretes, marketing, etc.) e, finalmente, as tão sonhadas margens de lucro, dos outros 3 agentes desse negócio: fabricante, importador e lojista.

Estes 3, que são os que mais trabalham para que você possa conhecer, tocar e comprar a guitarra que você sonha, não ganham uma fatia tão boa quanto a que o governo ganha nesse negócio, mas as queixas recorrentes no fatídico post foram “lucrem menos”.

E as diferenças de qualidade das guitarras?

As marcas fizeram algo por você, do terceiro mundo: estrategicamente instalaram fábricas em alguns países para viabilizar preços para países como o nosso Brasilzão. Com menores custos de mão-de-obra e impostos, guitarras da China, Indonésia e México chegam aqui para a felicidade de uns e o torcer-nariz de outros.

Enquanto “a melhor guitarra” segue sendo a coisa mais relativa do mundo (sempre dizemos: o melhor pra mim nem sempre será o melhor pra você), as marcas se posicionam em linhas, com diferentes especificações e preços. Alguma linha será ótima pra você. Mas cuidado: algum chato apontará julgando a sua guitarra com um cruel “é um lixo!”.

Você pode ignorá-lo (e ganhar o nosso respeito) ou pensar “preciso de uma Americana”. E nesse momento, quando alguém disser “que absurdo os preços de loja”, as suas opções serão: um briqueador; ou uns outros caras que dizem fazer um processo de importação legalmente, com nota fiscal (que na verdade não vale nada em termos de garantia) e que o preço baixíssimo é porque fazem tudo sem intermediários.

Algumas mentirinhas e sonegadinhas de impostos, mas o governo que se dane né (e sim, ele nem merece nosso apoio). Mas fugimos do tópico “diferença de qualidade”, então seguimos (e vamos pro fim da matéria, fique tranquilo).

Paixão pela guitarra

Um antigo anúncio da Kramer é um bom exemplo em diversos sentidos. A Frankenstrat de Eddie Van Halen era ótima pra ele, mas muitos Guitarreiros não curtiam ela. Hoje seria aquela guitarra super criticada nos fóruns. O anúncio dizia que ela era simplesmente a melhor guitarra que você poderia comprar (naquela época).

Teste cego

Num papo com o nosso representante Fender aqui no RS, sugerimos um teste cego entre diferentes modelos de guitarras Fender. Eis que no evento “Fender Day”, realizado em Porto Alegre, no dia 10/07/2016, aconteceu. Nós estávamos lá!

Guitarreiros eram convidados ao palco e imediatamente vendados com uma bandana que tapava seus olhos. Eles recebiam aleatoriamente os seguintes modelos de Stratocaster: Squier Classic Vibe (fabricação Chinesa); Fender Standard (fabricação Mexicana); e Fender Standard (fabricação Americana).

Foram mais de 10 testes. Ninguém acertou os três modelos! Poucos acertaram sequer um dos modelos.

Em coro com outros especialistas (ou entendidos de guitarras), nós apenas ríamos em alto e bom tom quando boa parte dos testados diziam “é Chinesa” enquanto tocavam com uma Americana, e vice-versa.

Entendeu?

Sim, existem diferenças. São guitarras de R$ 3,69 mil, R$ 4,89 mil e R$ 12,49 mil. Não são diferenças apenas nos custos com mão-de-obra e impostos, mas também na qualidade dos materiais. O divertido é pensar que o cara que ostenta um “prefiro Americana” provavelmente erraria num teste desses.

A pose e o status têm seus preços. Quem anda de BMW tem mais conforto do que quem anda de Palio. Tem mais gastos também. E será visto como alguém mais bem sucedido, embora, pra nós, sucesso seja algo bem diferente.

Então cadê a paixão pela guitarra?

Acreditamos na paixão pela guitarra. Trabalhamos para apaixonados por guitarra. Negócios são feitos todos os dias, afinal, a roda do dinheiro precisa girar (Mah Oeee!). A nossa forma de pensar possivelmente nem seja a mais correta, mas para nós, o mais importante segue sendo entregarmos uma guitarra que um Guitarreiro sonhou. O briqueador quer dar uma brincadinha com o seu dinheiro, nós queremos a sua satisfação para seguirmos fazendo negócios e vivendo a paixão pela guitarra.


Os 25 maiores Guitarreiros de todos os tempos

“Qual o maior Guitarreiro de todos os tempos?”

Na busca da resposta para esta pergunta criamos a série “O maior Guitarreiro de todos os tempos” (clique na imagem abaixo para entender a ideia da série).

Os 25 maiores Guitarreiros

Nossos leitores mais dedicados responderam com suas listas dos 10 maiores Guitarreiros, na opinião pessoal de cada um. Cruzamos as listas e chegamos aos 25 maiores Guitarreiros de todos os tempos (na imagem abaixo, em ordem).

Os 25 maiores Guitarreiros

Jimi Hendrix ganhou (com folga) o título de “O maior Guitarreiro de todos os tempos”, assim como na maioria das listas e rankings que vemos por aí.

E como chegamos nesse resultado? Se você faz questão de entender, leia os próximos parágrafos (destacados). Caso role aquela preguiça de ler, pule para a próxima parte.

Boa parte do método foi esclarecido na primeira matéria. Se não leu (e tiver tempo), leia aqui.

Recebemos 28 listas válidas* que foram juntadas com a nossa (29 listas no total então). Sim, foram poucas, e a seguir arriscaremos alguns motivos para isso.

[*Invalidamos algumas listas mais medonhas por notarmos que alguns leitores não entenderam o objetivo da brincadeira e acabaram criando listas sem qualquer bom senso.]

As listas eram pessoais, sim, mas o resultado final apresentaria “vícios” se aceitássemos que os 10 maiores Guitarreiros são apenas jazzistas, punk-rockers ou youtubers, citando alguns exemplos.

Uma planilha organizou as listas válidas e gerou pontuações para cada Guitarreiro conforme seus posicionamentos nas listas.

Mas ainda tinha um detalhe: alguns leitores colocaram em 1º lugar aquele cara que foi a sua maior influência na guitarra. A ideia era clara: buscamos saber qual o maior Guitarreiro de todos os tempos. Aquele que foi extremamente relevante na história da guitarra.

O meu professor de guitarra é a minha maior influência, mas ele não é maior que Hendrix, certo?

Isso nos fez considerar algo importante: quantas citações cada Guitarreiro recebeu. Assim rejeitaríamos aqueles que ganharam o 1º lugar em algumas listas, mas que foram citados somente por esse leitor que o colocou no topo do mundo dos Guitarreiros.

Criamos o IMG (Índice do Maior Guitarreiro), que multiplicou a pontuação pela quantidade de citações. E antes que você enjoe de tanto método, isso funcionou!

Foram citados 64 Guitarreiros nas listas válidas. Desses, 29 foram citados por somente um leitor (percebem?), então decidimos montar a master-lista com 25 Guitarreiros porque esses foram citados pelo menos 3 vezes (em termos estatísticos, isso significa que estiveram presentes em quase 10% das listas recebidas, o que justifica sua força como Guitarreiro).

E foi assim!

Se você leu os parágrafos anteriores, parabéns! Você se interessa! Se você pulou (preguiça de ler?), eis o problema que enfrentamos nesta série: a preguiça dos nossos leitores.

Porque criamos conteúdo? Para não sermos como qualquer outra lojinha que só posta oferta de guitarras. Nós somos apaixonados por guitarra, então curtimos produzir conteúdo sobre ela.

Dedicamos nosso melhor tempo pensando atividades interativas que divirtam vocês, que curtem guitarras. Mas não basta pensar, é preciso fazer! Daí dedicamos mais tempo escrevendo e criando imagens legais.

Acreditem, é bastante tempo.

Alguns textos são longos, de fato, mas garantimos que relemos diversas vezes e procuramos os resumir ao máximo para facilitar a leitura, sem desvirtuar as ideias.

Infelizmente alguns dos nossos leitores parecem não ter algum tempo para ler o nosso conteúdo. Ou admitimos, sendo auto-críticos, que criamos conteúdos pouco interessantes.

A ideia desta série surgiu cheia de nobreza: um leitor nos questionou sobre quem são os 10 maiores Guitarreiros, assim ele teria alguma referência para os seus estudos na guitarra.

Também lembramos de listas como esta em outros canais de conteúdo, onde os comentários mais recorrentes são: “faltou o fulano”, “essa lista é fajuta!” e a clássica “é um absurdo o Slash estar entre os 10+” (o mesmo se aplica a comentários sobre o Slash não estar entre os 10).

Pensamos que seria interessante criar uma lista com propriedade, numa grande pesquisa na nossa fanpage, convidando os nossos leitores para participarem.

Temos mais de 18 mil fãs no face dO Guitarreiro. Postamos 13 vezes sobre a série, sempre convidando todos para comentarem a sua lista. Até enviamos mensagens inbox convidando algumas pessoas “ilustres” para participar.

Receber apenas 28 listas foi meio frustrante.

Os mesmos comentários sem noção que citamos acima foram lançados contra a nossa ideia. Um leitor ficou chateado quando convidamos ele para ler e tentar entender a ideia. Ele disse que somos desinformados, fajutos, “cata-likes” e que só escrevemos baboseiras.

Possivelmente todos esses comentários vieram de pessoas que sequer leram sobre a ideia no nosso Blog.

Ficamos tristes! Cada vez menos as pessoas se esforçam para entender conteúdos e ideias. O desinteresse, a indiferença e, principalmente a preguiça de uma geração “quero-tudo-mastigadinho”, nos venceram.

Valeu amigos!

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+ estatísticas:

:: Jimi Hendrix foi citado em 90% das listas. Ele esteve de fora em apenas 3 listas. Ele foi o 1º lugar em 16 listas (ou seja, mais da metade). Seu posto como O Maior é evidente!

:: Eddie Van Halen, embora 2º lugar na master-lista, não foi citado nenhuma vez como O Maior.

:: Jimmy Page foi citado 4 vezes como O Maior.

:: Eric Clapton foi citado 2 vezes como O Maior.

:: Wes Montgomery foi incluído em 3 listas, mas por ficar sempre nas últimas posições, seu IMG o deixou em 29º lugar.

:: Os 10 maiores Guitarreiros foram citados em 57% das listas (média).

:: O 10º Maior, B.B. King, foi citado em 34% das listas.

:: Alguns Guitarreiros citados como O Maior foram: Dave Mustaine, Alan Holdsworth Kirk Hammett, mas isso não foi suficiente para que eles ficassem entre os 25 maiores.

:: Três Guitarreiros brasileiros foram citados: Kiko Loureiro, Juninho Afram e Edu Ardanuy. Nas listas invalidadas, foram citados mais, entre eles, é claro, o mestre Ximbinha (embora tenha sido citado com CH)

:: As queixas mais recorrentes foram “cadê o Slash?” e “o Slash é o pior deles…“, esta última, num post onde citamos ele entre os 20 da nossa lista. É ou não é o mais amado/odiado Guitarreiro?

:: Ninguém se feriu durante a série!


O maior Guitarreiro de todos os tempos

Qual o maior Guitarreiro de todos os tempos?

O que não falta por aí são listas e rankings dos 10 ou 100 maiores, alguns bastante questionáveis, outros com metodologias bem interessantes, mas o lance é: alguém já pediu a sua opinião?

Chegou a sua vez de, não apenas comentar “faltou tal Guitarreiro nessa lista!”, mas sim de participar de uma baita seleção que faremos para descobrir, segundo nossos leitores e amigos, quais são os maiores Guitarreiros de todos os tempos.

O maior Guitarreiro de todos os tempos

Como vai funcionar:

Nós montamos a nossa própria lista dos 10 maiores Guitarreiros e postaremos na nossa fanpage, um por um, do 10º até o 1º. Em cada post convidaremos os leitores para comentarem com as suas listas, em ordem, do 1º até o 10º.

Jogaremos numa planilha todas as listas dos leitores junto com a nossa e aplicaremos pontos para cada Guitarreiro conforme a sua posição em cada uma das listas e, enfim, rankearemos todos os Guitarreiros citados, da maior para a menor pontuação, chegando assim à master-lista dos 50 ou talvez 100 maiores (vai depender de quantos Guitarreiros serão citados nas listas).

Como serão pontuados os Guitarreiros:

A cada aparição como 1º da lista, os Guitarreiros ganharão 20 pontos. As posições seguintes serão pontuadas, respectivamente, com 16, 14, 12, 10, 8, 6, 4, 3, 2 pontos.

Agora abordaremos algumas perguntas que podem surgir!

Quais critérios devo usar para montar a minha lista?

Vejamos: em toda lista de 10 melhores em qualquer coisa sempre aparecem aqueles xaropes dizendo “essa lista é furada… o fulano deveria estar nessa lista!”. Bom, provavelmente acontecerá nesta lista dos maiores Guitarreiros também, primeiro porque muitos sequer vão ler este post aqui, mas o básico de toda lista é que sempre terão as preferências pessoais, inclusive nesta. O que pedimos para os participantes é bom senso, então algumas dicas vão bem:

#1 Considere o que cada Guitarreiro fez pela história da guitarra. Lembrem que estamos procurando descobrir os maiores Guitarreiros de todos os tempos. Não que Guitarreiros da nova safra não mereçam, mas você há de concordar que os Guitarreiros da velha guarda (e não vamos citar nomes aqui pra não influenciar) inspiraram e influenciaram muitos desses Guitarreiros da nova safra.

#2 Não considere apenas a técnica. Estudar e entender a guitarra tem seu valor, mas tocar com o coração foi o que levou muitos Guitarreiros a tornarem-se grandes!

#3 O seu preferido nem sempre será o maior de todos os tempos. Sim, sabemos que você colocará entre os 10 aqueles Guitarreiros que você mais curte, mas sempre vale refletir “será que o fato de tal Guitarreiro estar na minha banda favorita significa que ele seja o maior de todos os tempos?”.

Há algum tipo de “blindagem” para listas “sem noção”?

Por mais que queiramos não meter o nosso dedo nesta seleção, iremos avaliar listas “suspeitas” que poderão interferir no resultado final da master-lista. Assim definimos algumas questões:

#1 Cada lista deverá ter um mínimo de seis Guitarreiros “relevantes”. Dessa forma evitaremos que algum leitor coloque na sua lista aqueles Guitarreiros de grind-metal-hard-black-core-alternativo da sua cidade, que só ele conhece e os acha os maiores. Uma comissão julgará as listas e ser relevante significa ter uma história importante com a guitarra, tendo gravado importantes discos ou ter tocado com artistas de grande nome. Estaremos especialmente de olho no 1º colocado de cada uma das listas para evitar que o resultado final apresente algum “vício”.

#2 A “zoeira terá end”! Aquele lance de “zoera never ends” não vai rolar. Saberemos quem estiver zoando. Alguns nomes-chave (não podemos citar) frequentemente zoados nas internets poderão aparecer e serão um sinal para invalidarmos alguma lista.

Alguma lista poderá ser invalidada?

Sim (só pra deixar claro)! A nossa comissão decidirá quais listas serão válidas.

Participe!

Pense com carinho nos heróis que merecem fazer parte desta lista e os cite com seus nomes completos, evitando apelidos ou abreviações que possam dificultar a computação dos votos. Esta é a sua chance de fazer parte de uma lista que desperta a curiosidade e promove debates interessantes no mundo dos Guitarreiros.

“O maior Guitarreiro de todos os tempos” é uma ação dO Guitarreiro e, como de costume, usaremos o termo Guitarreiro no lugar de Guitarrista!


Squier é Fender

Toda boa loja de instrumentos musicais tem um óbvio objetivo: vender instrumentos musicais, entre eles, guitarras. Um apaixonado por guitarras que aposta numa loja especializada, vendendo apenas guitarras e “coisas” para Guitarreiros, tem um objetivo extra: vender ótimas guitarras, que o próprio dono da loja teria.

Falamos por nós! O Guitarreiro e Gian Bazzo (Guitarreiro-chefe da nossa loja)

É aí que surge a Squier, aquela marca que faz com que um vendedor de guitarras durma em paz com sua consciência por ter oferecido um instrumento que certamente irá satisfazer o Guitarreiro que a tocar. Vendemos Squier com orgulho! Não por ser a marca que mais vende, mas sim por ser uma marca que nos faz sentir bem ao vendê-la.

Squier é Fender

(Clique na imagem e use o zoom para ler os detalhes. Todas estas informações são verdadeiras! Pod crê brow!)

Rola uma onda de polêmicas na internet envolvendo o slogan “Squier é Fender“. As Redes Sociais são altamente férteis à polêmicas, mas para quem (sobre)vive de vendas online de guitarras, bons esclarecimentos sempre valem para que a falta de informação não vença a possibilidade de você ter acesso a bons produtos da música.

Obviamente não cabe levar o slogan ao pé da letra. Se você imagina ou espera que uma Squier Standard de R$ 2.190,00 seja equivalente a uma Fender American Standard de R$ 12.490,00, ou até a uma Fender Mex Standard de R$ 4.890,00, procure um médico imediatamente… ou um luthier… ou os dois, daí um cuidará da sua cabeça e o outro da sua guitarra.

Squier é Fender sim. Squier é uma marca da Fender. Squier é projetada por pessoas da Fender. Squier é fabricada sob controles de qualidade da Fender. Squier pertence à Fender. Quem, senão a Fender, teria mais direito de dizer que Squier é Fender? Se você pensa que opiniões pessoais nos fóruns e comentários em posts do facebook mudarão isso, abandone a leitura deste artigo agora mesmo.

“Se Squier é Fender, por que uma Fender não custa menos?”. Pense (ou tente pensar) um pouco. São linhas de produtos, da mesma forma que a Volks tem Gol e Jetta como veículos da marca. Um custa X, o outro custa X³, ambos são VW, embora produzidos em diferentes fábricas. Um tem melhores peças, configurações e tecnologias, justificando seu preço superior. Quer que desenhe pra entender?

A Squier sempre foi considerada uma ótima alternativa para que Guitarreiros investissem um menor valor para ter uma guitarra com estética Fender e materiais de semelhante qualidade (vejam bem: semelhante, não iguais).

E a gente gosta de comprovar com (boas) imagens, feitas especialmente por nós (não é catálogo ou wallpaper de internet), das guitarras que temos em estoque, como estas da série “Guitar Is Art” que rolou na fanpage (clique nas imagens para ver ampliado com ricos detalhes).

Squier é FenderSquier é FenderSquier é FenderSquier é FenderSquier é Fender

Você pode ter uma Squier Affinity por de R$ 1.790,00 com um corpo na mesma madeira (alder) de uma Fender Americana. Mas uma Fender Americana sempre será superior, embora “ser superior”, insistimos, sempre é relativo. O melhor pra mim nem sempre será o melhor pra você. Temos que considerar que a minha cor preferida nem sempre será a mesma que sua, certo?

É possível convencer que a Squier tem DNA de Fender para alguém que jamais tocou com uma Fender e uma Squier? Claro que não! Desses a gente desiste. Nosso trabalho é seguir abrindo a mente de Guitarreiros dispostos às alternativas viáveis que o mercado oferece.

Você, iniciante, que escolherá uma Squier, começará a tocar com uma guitarra extremamente confortável e com tocabilidade tão boa quanto uma Fender. Ao crescer, musicalmente, você poderá promover upgrades de captação e hardwares nela, deixando-a com uma sonoridade ainda mais próxima de uma Fender, até que o seu crescimento seja grande o suficiente para dar o passo mais ousado e conquistar a sua Fender, que é o sonho da maioria dos Guitarreiros apaixonados por Stratocasters e Telecasters.

Você tem condições de começar com uma Fender? Perfeito!

Pode parecer que este artigo tem palavras prontas de um vendedor tentando te convencer que o produto em que ele acredita é ótimo pra você. Voltemos ao início desta matéria, na parte onde escrevi que uma loja de um apaixonado por guitarras vende ótimas guitarras que o próprio dono da loja teria.

Prazer, quem escreve sou eu, Gian Bazzo, e uso Squier. Uma Deluxe Strat com captadores Hot Rails da Duncan Design. Toco meus Heavy Metal´s e Rock And Roll´s, Iron Maiden, Deep Purple, Led Zeppelin, etc., e me sinto incrivelmente bem em ver os clientes dO Guitarreiro satisfeito com suas guitarras Squier.

Outro Guitarreiro, mais profissa e atuante, de responsa, o professor Rafael Sehn, é dono de uma Squier Tele Vintage Modified com captadores Duncan Design (um deles é estilo “P90″, no braço), e toca seus blues e pegadas funkeiras tirando sonzeiras que muito cara com Fender não tira por aí. Ah… e ele também tem uma Fender Americana (Strato). O clássico recado dele é: “o cara que reclama de Squier, não consegue tirar som nem de Fender“.

Mas como palavras nunca falam mais do que som, curte aí Rafael Sehn mostrando o que é possível fazer com uma Squier (com a sua Squier, que no momento da gravação deste vídeo ainda não era sua. Sim, foi um namoro à distância que teve apenas um encontro e já virou relacionamento sério).

A Squier Stratocaster da linha Standard também passou pela pegada do Rafael Sehn…

Um John Mayer pra sentir a leveza da Affinity Strat na belíssima e apaixonante cor Lake Placid Blue…

Sobrou até pra guitarra dO Guitarreiro, a Squier Deluxe com captadores Hot Rails da Duncan Design. Rafael mandou o seu tradicional Blues com aquela gordurinha a mais dos captadores, que podemos considerar um meio termo entre Single Coils e Humbuckers.

Mais gordura numa Affinity HSS com Humbucker na ponte!

E já que chegamos até aqui… finalizamos com mais uma Affinity, agora na classuda cor Sunburst com escala clara em mais uma funkeada ao estilo Rafael Sehn.


Cerveja dO Guitarreiro

No último sábado, dia 23 de abril de 2016, aconteceu o Guitarreada em Lajeado/RS, evento dO Guitarreiro com Workshops e Festival de Guitarreiros que também contou com o lançamento de uma baita novidade que fazia parte dos nossos objetivos há um bom tempo: a Cerveja dO Guitarreiro.

Cerveja dO Guitarreiro

Foto: Luca Lunardi

Teve uma degustação dos sabores Strato Pilsen e Lespa IPA, criados com uma relação especial aos dois mais icônicos shapes de guitarras. A produção fez parte de uma edição limitada e comemorativa pelo 1º ano da Loja dO Guitarreiro e adicionou um belo atrativo ao Guitarreada.

O público curtiu a novidade e a cerveja foi comercializada para consumo no local ou para levar para casa. A embalagem ficou muito bonita e a Cerveja dO Guitarreiro, além de aprovadíssima para quem gosta de saborear uma ótima cerveja artesanal, se mostrou como uma opção bacana para presentear amigos ou até para simpatizantes da marca “O Guitarreiro”, que certamente guardarão a garrafa como recordação.

Cerveja dO Guitarreiro

Foto: Eduardo W. Costa

O sucesso foi tão grande que já avaliamos uma extensão desta edição, que foi de apenas 50 garrafas (30 Strato´s Pilsen e 20 Lespa´s IPA), além do possível lançamento da Cerveja dO Guitarreiro como produto de consumo especial para eventos diferenciados.

Para adquirir a Cerveja dO Guitarreiro criamos um link na nossa loja virtual com a funcionalidade “Tenho interesse”, onde basta clicar no botão azul e digitar seu endereço de e-mail. Você integrará uma lista de pessoas que serão informadas especialmente a cada novo lote produzido da cerveja.

(Clique aí no botão para acessar a Strato Pilsen na Loja dO Guitarreiro)

Cerveja dO Guitarreiro

A Cerveja dO Guitarreiro é 100% artesanal e “VIVA”! Isso significa que ela é produzida em um processo sem pasteurização, que a torna uma bebida nobre e que deve ser mantida refrigerada para sua ideal conservação. Muitos dos nossos clientes de outros estados curtiram e gostariam de poder comprá-las, mas envios via Correios são contra-indicados, então comercializaremos a cerveja para amigos Guitarreiros da nossa região que possam retirar conosco em Lajeado.

Uma cerveja para ser apreciada com moderação e com sabores que honram as guitarras que elas representam. Foi com enorme prazer que lançamos este novo produto com a nossa marca e temos muito orgulho em compartilhá-lo com Guitarreiros que curtem uma excelente cerveja.

Nas imagens a seguir, algumas informações interessantes sobre a conexão de cada tipo de guitarra com cada tipo de cerveja (clique nas imagens para ampliar e ler melhor)

Cerveja dO GuitarreiroCerveja dO GuitarreiroCerveja dO GuitarreiroCerveja dO Guitarreiro


Izzy Strandlin

Hoje é aniversário de 54 anos do Senhor Jeffrey Dean Isbell, mais conhecido como Izzy Stradlin, ex-Guitarreiro da banda que impactou a indústria fonográfica na década de 80, culminando no fenômeno musical chamado Guns N´Roses. Izzy fundou a banda junto com Axl Rose.

O “Guns”, que recentemente se reuniu (sem Izzy, Steven e Matt), tem causado o mesmo alvoroço de 25 anos atrás. Basta assistir vídeos da apresentação do trio Axl, Slash e Duff no Troubador (de 01/04/2016), demonstrando que a banda ainda tem muita pólvora pra detonar, embora o poder de fogo aumentaria se os integrantes da formação clássica estivessem juntos… mas enfim… o lance qui é falar do Izzy!

Izzy Strandlin

Ele foi compositor de grandes canções como Patience, You Could Be Mine (trilha sonora de Exterminador do Futuro 2). No álbum Use Your Illusion I mostrou que manda bem na voz principal, em Dust N´Bones. Nem falarei sobre o uso de drogas, assim focarei nas qualidades musicais do cara para prestar uma singela homenagem a ele, que ao ficar sóbrio já não tinha mais saco para os atrasos constantes de Axl e toda a rotina da turnê, decidindo cair na estrada sozinho.

Em 1992 lançou seu primeiro disco-solo (Izzy Stradlin & Ju Ju Hounds), aclamado pela revista Rolling Stone como “ O melhor disco do Stones que os Stones não gravaram”. Izzy tem como influências Alice Cooper, The Rolling Stones (mais precisamente Keith Richards), Led Zeppelin e Pink Floyd. O disco de estreia não foi bem recebido comercialmente e a banda acabou.

Depois de um hiato de 6 anos ele iniciou uma longa sequência de ótimas gravações e todas elas são audições obrigatórias para os fãs do Izzy, que sempre foi um cara recluso, participando do inicio do Velvet Revolver, mas que acabou saindo pela dificuldade em encontrar vocalistas (sequela das tretas com Axl Rose) e sem tesão de cair na estrada novamente.

Sobre a aparição dele na reunião do Guns, ainda é uma incógnita. Surgem notícias informando que ele vai e outras que ele não vai. Izzy Stradlin, mesmo sendo Guitarreiro-base, foi pilar fundamental no Guns. Slash teve a sua importância, mas não podemos deixar de citar que se fosse “Slash sem Izzy”, ou até “Axl sem Izzy”, não haveria uma banda tão poderosa e forte como foi o Guns N´Roses.

Fica aqui o nosso “salve!” para um dos Guitarreiros e compositores mais phodas do Rock: Sr. Izzy Stradlin.

Matéria escrita pelo leitor Ramiro Kawano – fã de Izzy :)


UFG Guitarras Legendárias

O UFG Guitarras Legendárias é um campeonatinho de guitarras. Uma brincadeira na fanpage dO Guitarreiro, mas com um objetivo ultra especial (que é segredo! Rá!).

Basicamente misturamos duas outras séries dO Guitarreiro (UFG Ultimate Fighting Guitar e 26 Legendary Guitars) para criarmos esta série que gerou comentários e análises muitos legais sobre a história e importância das guitarras de grandes Guitarreiros.

É o nosso jeito de interagir e criar conteúdo para os nossos leitores, afinal, sempre dizemos que somos mais do que apenas uma Loja de Guitarras.

E como todo bom campeonato, merece tabela com resultados, certo? A seguir estão todas as disputas e um ranking das guitarras mais legendárias.

Reservamos novas disputas para um UFG Combate Final com Guitarras Legendárias, que nos levará ao nosso objetivo de contar grandes histórias sobre guitarras e Guitarreiros!

Guitarras LegendáriasGuitarras Legendárias

 


Jackson Signature Adrian Smith

Ele não frequenta as listas de maiores Guitarristaseiros de todos os tempos, mas tem enorme prestígio entre a galera do metal. Seus riffs e solos influenciaram Guitarreiros de grandes bandas e influenciam muitos garotos que ainda estão em seu quarto aprendendo escalas e licks ao som da maior banda de Heavy Metal de todos os tempos, o Iron Maiden.

Adrian Smith deu vida a clássicos como 2 Minutes To Midnight, Wasted Years e TheWicker Man… E a Jackson deu vida a uma das guitarras mais bacanas do mundo dos Guitarreiros.

A parceria Jackson + Adrian Smith começou por volta de 1986, quando Adrian fazia experimentações na gravação do álbum Somewhere In Time. Por 14 anos ele usou diversos modelos Jackson até que, em 2000, foram oficialmente lançadas as Jackson San Dimas Adrian Smith Signature.

Vamos às imagens!

Jackson Signature Adrian SmithJackson Signature Adrian SmithJackson Signature Adrian SmithJackson Signature Adrian SmithJackson Signature Adrian Smith

A guitarra tem shape de Strato (que a Jackson chama de San Dimas) e leva as “modernidades” que nasceram das ideias de Eddie Van Halen, como a ponte flutuante Floyd Rose e os captadores humbucker. Uma outra diferença em relação às Stratos colocamos bem no final desta matéria :)

Na Loja dO Guitarreiro você encontra os modelos Jackson Signature Adrian Smith sob encomenda. São duas opções fabricadas nos Estados Unidos, com corpo em alder, captação DiMarzio e Fender, acompanhadas de case, e uma opção fabricada na Indonésia, com corpo em basswood e captação Jackson para viabilizar melhor preço. Acesse clicando na imagem abaixo ;)

Jackson Signature Adrian Smith

E pra finalizar, o próprio Adrian fala!

Bônus:

Nesta foto dos anos 80 podemos notar uma diferença em relação ao modelo San Dimas que atualmente está em linha: assim como todas as Stratos padrão, a entrada do cabo é na parte da frente do corpo. A San Dimas em linha é diferente! Suba e confirme nas imagens!

Jackson Signature Adrian Smith


Guitarras relic

Mera modinha ou simplesmente o estilo mais legal de guitarra?

As guitarras relic¹ dividem opiniões.

Tem Guitarreiro que jamais poderia imaginar sua guitarra com riscos e batidas. Tem Guitarreiro que já compra sua guitarra toda surrada. Alguns usam suas guitarras de pintura lisinha sem dó e dão conta de criar as próprias marcas de uso com o tempo, revivendo histórias em cada uma delas. E outros dão aquela “relicada” nela, provocando os desgastes intencionalmente de uma só vez para curtir o estilão!

[¹”Relic” vem de relíquia.]

E de onde surgiu essa ideia de que uma guitarra surrada é mais legal do que uma novinha? Bom, como sempre dizemos aqui no Blog, o “mais legal” é sempre relativo. O mais legal pra mim nem sempre é o mais legal pra você. E não há como negar que o estilo relic é uma tendência, o que muitas vezes é, de fato, confundido com “modinha”.

Então de onde surgiu a ideia de ter ou fazer uma guitarra surrada? Talvez não seja possível afirmar com precisão, mas temos um símbolo natural das guitarras relic: Stevie Ray Vaughan! Sua Stratocaster carinhosamente chamada de Number One é a principal. Outra Strato dele, a Lenny, também era estilosa por suas marcas e adesivos, porém com a pintura nem tanto surrada quanto a “número um”.

Na verdade outro Guitarreiro, um pouco menos “badalado” e que começou alguns anos antes de Stevie, foi quem possivelmente teve a guitarra mais surrada de todos os tempos. O irlandês Rory Gallagher, dono de uma Fender Stratocaster que o acompanhou dos seus 15 anos até o fim da sua carreira, culminada com sua morte em 1995.

Ao clicar nas imagens de cada uma das guitarras você terá acesso às matérias completas aqui do Blog dO Guitarreiro!

Guitarras relicGuitarras relic

E onde fica você, mero mortal que curte as guitarras relic? A Fender se rendeu em grande estilo ao conceito maltratado de uma guitarra ser. Abaixo algumas imagens de cair o queixo (ou de apavorar aqueles que previnem qualquer risquinho).

OBS.: Ao abrir as primeiras imagens, da guitarra branca, o zoom mostra incríveis detalhes!

Na Loja dO Guitarreiro você encontra algumas opções sob encomenda de modelos Custom Shop Relic (clique na imagem abaixo para acessar a loja virtual). E tudo bem, pode fazer mimimi sobre o preço, mas por favor não faça aquela piadinha de vender um rim, ok? Hahaha.

Guitarras relic

Certo, mas se você já tem uma guitarra que ama de paixão e quer “relicar” agora, sem tempo para esperar as marcas que a história da sua guitarra trará? Corre para os nossos parceiros da Pauleira, mestres na arte de relicar! Eles até criaram “níveis de relic”… e o mais hard faz o SRV pirar!

Nossa primeira matéria sobre os incríveis trabalhos da Pauleira trouxe um relic sensacional para recriar a Micawber do Keith Richards, Telecaster usada por Tchago Ceccheto, da Rockin´ Stones (banda cover de Rolling Stones).

Clique na imagem para acessar a matéria completa e clique aqui para saber mais sobre o serviço de relic da Pauleira!

Guitarras relic

E então Guitarreiro, apaixonado pelas guitarras relic? Deixe sua opinião aqui no Blog ou na nossa fanpage do face, valeu?! Até a próxima!


Fender Jimi Hendrix Stratocaster

Jimi Hendrix é eternizado como o maior Guitarreiro de todos os tempos!

Fender é a marca mais tradicional do maior símbolo do rock de todos os tempos: a guitarra.

A soma “Jimi Hendrix + Fender + Stratocaster” resulta num instrumento incrível que estará disponível no Brasil a partir de 26 de janeiro, e claro, você poderá encomendar a sua com O Guitarreiro ;)

A ideia da Fender foi genial! Criar uma guitarra com visual clássico e timbre vintage como aquelas que marcaram a história do rock ao serem tocadas por Jimi Hendrix em grandes concertos, como quando ele tocou o hino Estadunidense para milhares de pessoas no Woodstock de 1969 (relembre ao final desta matéria).

Jimi Hendrix

Na época, Jimi Hendrix, um canhoto, tinha como única solução usar uma guitarra padrão invertida, trocando a posição das cordas. Mas não era só isso, pois o captador single-coil da ponte, inclinado para atenuar as notas mais altas, causou efeito inverso na guitarra de Hendrix, tornando seu som ainda mais exclusivo.

A headstock invertida era exclusividade de Hendrix e, nesse novo modelo, a Fender prestigia destros, que poderão ter uma guitarra estilosa e com tarraxas pra baixo.

Jimi Hendrix

Canhotos costumam reclamar (e com razão) de desprestígio e falta de modelos legais para eles… mas lembrem-se que, para tocar no estilo Hendrix, basta comprar uma Strato para destros e virá-la, exatamente como ele fazia… hehehe. A Fender Jimi Hendrix Stratocaster é declaradamente para destros! E a Fender usou o interessante mote “inverta sua pegada”.

Jimi Hendrix

A facilidade que a Fender proporciona é por manter os controles, a chave, a alavanca e a entrada para cabo na parte inferior da guitarra. Jimi Hendrix tinha tudo isso virado pra cima e adaptou esses equipamentos ao seu jeito de tocar.

Fender Jimi Hendrix Stratocaster

Tem assinatura do maior Guitarreiro de todos os tempos na parte de trás da headstock e uma neckplate pra lá de especial.

Jimi HendrixJimi Hendrix

E como prometido lá no início da matéria, fique agora com o vídeo de Jimi Hendrix tocando o hino Estadunidense no Woodstock de 1969, em versão de fúria e protesto contra a guerra que acontecia no Vietnam. O cara é sem dúvida o maior de todos e influenciou toda uma geração de Guitarreiros!


Chimbinha e Ximbinha

Chimbinha

Só tem nível “hard” pra cima!

Ele é o rei dos Guitar-Heroes! Um mito guitarrístico consagrado pela internet! Com ele a “zuera never ends”! Num desafio de guitarras que ocorreu entre Slash e ele foi definido que o perdedor usaria uma cartola pra sempre! (essa veio do Desciclopédia)

O ano tá acabando e precisamos colocar os pingos nos i´s. O Guitarreiro é um canal sério, mas já zoamos o Ximbinha pra dedéu (embora um pouco menos nos últimos tempos). Agora é hora de uma matéria séria (#sqn) com, por favor, ao menos um pouco de sacanagem! Aliás, o nome do nosso herói agora é com X, o que eu achei um regresso, já que CH está até no peito do Chapolin, mas tudo bem.

Ximbinha é símbolo de Guitarreiro medíocre, o que é uma sentença muito injusta (sério). Falar nele sempre gera polêmica. Aquela polêmica interessante, onde uns vêm defender o cara e outros entram junto na bagunça. Rolam diversas montagens, como essa da capa do Guitar-Hero (ao lado) e até em capa de revista “séria” do segmento (essa nós mesmos criamos… hahaha! Tá no fim desta matéria).

A galera que defende diz: “duvido você tocar melhor que ele”. Mas peraí gente! Não é questão de tocar melhor do que ele. Nós, Guitarreiros comuns, meros mortais, jamais devemos nos comparar com Ximbinha. Ele tá no nível¹ de Steve Vai, Eddie Van Halen, Jimi Hendrix e por aí vai. É com eles que você deve comparar o Chimba (apelido carinhoso). Ah, daí você admite que ficou difícil pro nosso herói, certo?

¹Sobre a palavra “nível” no parágrafo anterior: nesse caso, falamos de um profissional da guitarra. Ximbinha vive dela e com ela! Toca muitas horas por dia e talvez até dorme com dela (principalmente desde que a Joelma o abandonou). A equivalência do nível de Ximbinha com outros grandes Guitarreiros é em profissionalismo com a guitarra. Se falarmos de nível técnico, o papo é outro. Ok, você vai dizer que o estilo dele é outro e sim, você está certo. Mas pede pro Chimba executar uma técnica do Steve Vai. Depois pede pro Vai tocar algo do Chimba… ele vai rir de você, tudo bem, mas não custa tentar.

Chimbinha

Azar da Joelma! Dá uma ligada na beleza de Fender do Ximbinha. Fala mal, vai!

Chimbinha

Zoadinha nossa… e é exatamente com esses caras que você deve comparar o Ximbinha

Bom, vamos pensar num jeito de deixar claro o que pensamos sobre o Ximbinha. Mais precisamente, o que o autor dessa matéria (Gian Bazzo), pensa sobre o cara.

Não sei se é aplicável o termo “estética” para falar do som de um Guitarreiro, mas digamos que sim. Então o que é o senso estético? Você gosta de vermelho, eu de azul, ok? Você vê aqueles desfiles de moda e diz “jamais alguém vai usar isso”, mas o mundo da moda tá ali dizendo o contrário. Então tá, cada Guitarreiro tem uma estética no seu som. Nós nos arrepiamos, torcemos o nariz ou fingimos que não estamos ouvindo nada (sendo indiferentes). São distintas reações, e elas geram opiniões pessoais.

O que eu penso sobre o Ximbinha: o som dele é ruim. O timbre é ruim. Não me inspiro ouvindo o cara. Não serve como referência pra mim, como Guitarreiro. Mas guenta aí Chimba, pois se eu te encontrar pessoalmente, vou pedir foto. E não pela zuera! É porque, ainda assim, te admiro.

Ximbinha é um profissional da guitarra. Aos 18 anos já era o produtor musical mais conhecido de Belém. Em 1999, com 25 anos, fundou uma banda com 15 milhões de discos vendidos no Brasil. Ele vive disso. Ele conquistou isso. Respeite ele por isso!

A guitarra nasceu e viveu no meio de roqueiros por muitos anos. Ximbinha conseguiu torná-la relevante num estilo que talvez jamais teve um Guitarreiro como frontman da banda, logo, tornou-se referência de Guitarreiro no estilo (que aliás, nem sei qualé).

Chimbinha

Você tem uma PRS? Ximbinha tem! Mais um motivo para respeitá-lo!

Você sabe quantas e quais guitarras o Ximbinha tem? Pesquisei para essa matéria e não encontrei um acervo específico, mas imagens dão conta de que estão na mão do nosso herói diversas Fender Strato (pelo menos uns 6 modelos, uma delas num shape bem diferente – na revista, ao final desta matéria – , e uma relic lindona que talvez seja Custom Shop – na imagem maior ao centro desta matéria).

A PRS ao lado é destaque (Ximbinha deve dar uma bela “santanada” com ela! Hahaha). Outra, com shape de Telecaster, de cor amadeirada escura, possivelmente assinada por um luthier (não reconheci a marca), que Ximbinha usou no Programa The Noite. Certamente é uma coleção de deixar muito Guitarreiro no chinelo.

Ele é um apaixonado por guitarras, igual você!

 

Johnny Ramone não tinha técnica e está na lista dos 100 maiores da Rolling Stone. E aí? Quem zoa ele? Sim, a gente zoa o Ximbinha porque é massa. Ele é caricato. Sempre sorrindo. Ganhou do Steve Vai no desafio da encruzilhada. Ele merece nosso viva!

Guitarreiros, saúdem Cledivan de Almeida Farias, o nosso eterno Chimbinha (agora com X)!

Chimbinha

Criamos uma revista “séria” com notícias improváveis do mundo dos Guitarreiros e a primeira capa foi dele! (Nossa primeira zoeira com Chimbinha – na época com CH)


Dave Murray Signature Stratocaster

Hoje é aniversário de Dave Murray e, como de costume, rolam algumas matérias sobre Guitarreiros importantes, o que seria (e muito) o caso dele.

Essa matéria já rolou (clique aqui!), mas Dave sempre merece mais! Então resolvemos encurtar essa e mostrarmos em (ricos) detalhes a Fender Dave Murray Signature Stratocaster.

Aproveite! (ao clicar nas imagens você as vê em tamanho legal e ainda com um zoom massa)

Disponível para encomenda nO Guitarreiro com garantia de entrega em 10 dias ;) (clique aqui!)

Dave Murray

Dave Murray

Dave Murray

Dave MurrayDave Murray

 

 


Keith Richards

Hoje é dia de dar os parabéns para o (indiscutivelmente) Guitarreiro mais rock’n’roll do universo: Mr. Keith Richards. O emblemático cidadão está completando 72 anos de vida “rodando sem óleo”, fato que colaborou bastante pro visual acabadão do tio aí.

Keith Richards

Não há quem discorde que o cara é uma figura muito carismática e talentosa. Líder dos Rolling Stones, ele mesmo se denomina o homem que “faz a máquina andar” na banda. Ronnie Wood, companheiro de 6 cordas nos Stones, disse uma vez que a maioria das bandas da época ia atrás do que o baterista fazia. Porém, quando se toca com Keith Richards, não há como ‘não’ segui-lo.

O tiozão começou sua vida de Guitarreiro por influência de seu avô, Gus Dupree, que costumava deixar sua guitarra em um local alto demais para o pequeno Keith, justamente para deixar o moleque com vontade. Um dia disse que, se conseguisse alcançar ela, a ganharia de presente. Richards então pensou num plano e começou a amontoar livros e almofadas em uma cadeira, até alcançar e ganhar sua primeira guitarra.

Keith Richards

Ele era novo e a guitarra já parecia velha… aliás, reparem quantas cordas ali…

 

Essa foi somente a primeira de um universo de guitarras do cara. Convenhamos: é absolutamente impossível estimar quantas ele possui em sua coleção. Uma vida inteira comprando e ganhando, certamente nem ele mesmo sabe quantas tem. Porém, sua preferida é sua velha e surrada Fender 1953 Telecaster.

Confesso aqui: até anos atrás, eu pensava: “porque caras com tanta grana usam essas guitarras velhas e ferradas?”. Hoje confesso que entendo o sentimento deles… são anos de história vividas juntos e, claro, um estilo único e totalmente particular.

 

Agora a parte preferida de muitos aqui: as curiosidades (deveria ser os Guitarreiros e/ou suas guitarras, mas… né?).

Keith Richards tem uma que é, no mínimo, estranha. Quando os Rolling Stones estavam em turnê pela Oceania, em 2006, o doido aí resolveu subir em um coqueiro (quero crer que para pegar um coco, mas… vai saber?). Não deu outra: caiu e deu de cabeça no chão. Ele foi levado às pressas para um hospital na Nova Zelândia, onde passou por uma cirurgia no crânio. Isso acabou atrasando em 6 semanas a turnê dos Stones, que tiveram que remarcar inúmeros shows. Em 2013, quase 8 anos depois, Richards agradeceu aos médicos que fizeram sua cirurgia e disse que “deixou metade de seu cérebro lá”. Muita coisa faz sentido agora, não?

Como todos aqui já devem saber, os Rolling Stones estarão em turnê pela América do Sul no início de 2016. Mas pra quem quer curtir o bom e velho rock’n’roll dos caras, é melhor se apressar para garantir seu ingresso, pois as entradas estão se esgotando na maioria das cidades. Compre o seu aqui.

E aí, Guitarreiros? Quem vai nesse showzaço?!

Matéria escrita por Jon Johann – amigão colaborador do Blog dO Guitarreiro